2015 marcou o cinquentenário artístico de grandes nomes
da música popular brasileira. Enquanto Caetano Veloso, Gilberto Gil e Maria
Bethânia comemoraram olhando para trás, revivendo sucessos, Gal Costa manteve
os pés no presente, gravando ‘Estratosférica’, álbum que trouxe compositores de
gerações diferentes, de Milton Nascimento a Lirinha. ‘Estratosférica’ é um bom
disco de carreira, como tantos outros lançados pela cantora, mas não alcançou
os píncaros. Com suas excessivas programações eletrônicas e equivocadas opções
como incluir a gravação de ‘Ilusão à toa’, certamente por pressão da Sony
Music, já que a versão entrou na malfadada novela ‘Babilônia’, ou deixar de
fora da edição física as belas ‘Átimo de som’ e ‘Vou buscar você pra mim’.
Todos esses senões foram suplantados pela cantora no show homônimo. Em
altíssimo astral, com a voz tinindo, interpretando magnificamente canções de
diferentes épocas, Gal Costa permanece em cartaz neste verão e tem tudo para
novamente tomar o Circo Voador – como fez com o inesquecível show ‘Recanto’ –
nas anunciadas apresentações em fevereiro de 2016. Aos 70 anos, a baiana
continua sendo a tal.
Um canto para organizar meus textos sobre MPB, seus compositores e cantores.

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