Segundo
disco da banda mineira Valsa Binária, ‘10’ apresenta dez faixas inéditas. A
sonoridade, que se alterna entre o pop e o rock, embala as questões
existencialistas, que pautam a maioria das composições coletivas. Há espaço
para a crítica e bem-humorada ‘Receita’, o tema infantil ‘Nuno nu’ e a boa cantada, ‘Desinventar’. As melhores faixas são a melancólica ‘Melhor
que sou’, a urgente (e mais interessante melodicamente) ‘A esquina’ e a trágica
(e bem sacada) ‘O palhaço’. O disco pode ser baixado gratuitamente no site (valsabinaria.com.br) do
quarteto formado por Leo Moraes (voz e guitarra), Danilo
Derick (voz, guitarra, pianos e sintetizadores), Salomão Terra (baixo) e
Rodrigo Valente (bateria).
Jair Rodrigues lançou o álbum ‘Orgulho de um sambista’ pela gravadora Philips em 1973. O samba vivia um momento de revalorização no início da década de 1970 e Jair era um dos principais intérpretes do gênero desde seu disco de estreia, ‘O samba como ele é’ (1964). Em ‘Orgulho de um sambista’, o paulista de Igarapava pôs sua voz poderosa, sua ginga e sua alegria inconfundíveis a serviço de um expressivo repertório. Do conterrâneo Gilson de Souza, Jair gravou quatro composições marcadas por certa melancolia: ‘Sou da madrugada’ (Gilson/ Wando), ‘Carnaval não envelhece’, ‘Folia, carnaval e cinzas’ (Gilson/ Jair Rodrigues) e a faixa-título do disco, que se tornou um sucesso nacional. Como dizia o poeta Vinicius de Moraes: “Pra fazer um samba com beleza, é preciso um bocado de tristeza” – e a mistura de samba, folia e tristeza rendeu outros belos momentos, como ‘Certeza’ (Beto Scala/ São Beto), ‘Estrela do morro’ (Edil Pacheco/ Paulinho Diniz) e o pot-pourri com ‘Ninguém sofre mais...

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