‘Euforia’ é o terceiro álbum do cantor e
compositor Pélico, produzido por Jesus Sanchez que também assinou ‘O último dia
de um homem sem juízo’ (2008) e ‘Que isso fique entre nós’ (2011). A dupla
produziu o disco de estreia do cantor Toni Ferreira, em 2013, que trazia ‘Olha
só’ e ‘Repousar’, músicas que voltam agora na voz (pequena) de seu autor.
Despretensioso e bem humorado, ‘Euforia’ vai além do pop potencialmente
radiofônico de faixas como ‘Sobrenatural’ e ‘Meu amor mora no Rio’. Há samba (o
ótimo ‘Você pensa que me engana’), faixa de sotaque africano (‘Sozinhar-me’),
de pegada oitentista (‘Overdose’, ‘Ela me dá’ e ‘Euforia’) e momentos mais
delicados/ românticos (‘Escrevo’, ‘Vaidoso’ e ‘Calado’), além da homenagem a
Tom Zé (‘Ao meu amigo Zé’), um dos ídolos do compositor paulistano. Com versos
bem construídos, embalados por uma sonoridade que se distancia de ruídos
supostamente modernos presentes em muitos discos atuais, ‘Euforia’ se revela um
álbum interessante, em que Pélico amplia seus horizontes estéticos.
Lançado em 1980, ‘Talismã’ manteve a popularidade e o êxito comercial conquistados por Maria Bethânia com seus álbuns ‘Álibi’ (1978) e ‘Mel’ (1979). Menos sensual e mais existencialista, o disco reúne composições inéditas que se tornaram sucessos, além de regravações de canções dos anos 1950. A tristonha ‘Mentira de amor’ (Lourival Faissal/ Gustavo de Carvalho) e o bolero ‘Eu tenho um pecado novo’ (Alberto Martinez/ Mariano Moares/ versão: Lourival Faissal) foram pinçadas do repertório de Dalva de Oliveira. O samba-canção ‘Cansei de ilusões’ é um clássico de Tito Madi. O mano Caetano comparece com quatro músicas novas: o marcante bolero ‘Vida real’; a delicada ‘Pele’, feita originalmente para Roberto Carlos; o místico samba ‘Gema’ e a impetuosa faixa-título ‘Talismã’, parceria com Waly Salomão. Feliz composição de Dona Ivone Lara, o samba ‘Alguém me avisou’ reúne Bethânia, Caetano e Gilberto Gil e se tornou um dos hits do disco. Gil é o autor de ‘...

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