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Mostrando postagens que correspondem à pesquisa por guilherme arantes

Vozes femininas recriam a obra de Guilherme Arantes

‘A voz da mulher na obra de Guilherme Arantes’ é o segundo disco-tributo idealizado pelo DJ Zé Pedro para sua gravadora Joia Moderna. Iniciada com a homenagem a Taiguara (1945 – 1996), no ano passado, a série traz agora vinte cantoras das mais diferentes gerações interpretando vinte canções da obra do músico paulista que vem sendo merecidamente redescoberto. ‘A voz da mulher na obra de Guilherme Arantes’ marca, ainda, o início da parceria entre a Joia Moderna e o iTunes, que já disponibiliza a edição digital do projeto, enquanto o CD chegará às lojas no dia 29 de maio. Além da interessante mistura de intérpretes, Zé Pedro também acerta ao valorizar as letras, deixando de lado arranjos datados, impregnados dos onipresentes teclados que fizeram muitos críticos classificarem como brega a música de Guilherme. Em 1982 as rádios brasileiras tocavam duas canções deliciosamente pop que se tornariam clássicas. Escritas por Lulu Santos e Guilherme Arantes, respectivamente, ‘Tempos mode...

Klébi Nori festeja 15 anos de carreira em seu primeiro DVD

Cantora e compositora paulistana, Klébi Nori comemorou 15 anos de carreira em show na Casa das Caldeiras, em São Paulo, no dia 18 de maio de 2010. A gravação gerou CD/DVD ‘Klébi Nori ao vivo’, lançado em outubro pela gravadora Biscoito. O primeiro registro audiovisual da artista perfila canções dos cinco álbuns lançados por ela a partir de 1995, além da inédita ‘Área irrestrita’ (Klébi). Guilherme Arantes toca piano e divide os vocais com Klébi em ‘Mania de possuir’, canção lançada por ele no disco ‘Calor’ (1986) e revisitada por ela no álbum ‘Escolhas’ (1999). A nova versão acústica da dupla carece da pegada pop que marcou a carreira de Arantes na década de 1980. Amigo de infância da cantora, Roger Moreira participa da faixa ‘Amor’, bolero mexicano de Ricardo Lopez Méndez e Gabriel Ruiz Galindo que ganhou versão do próprio vocalista da banda Ultraje a Rigor. ‘Salve linda canção sem esperança’ (Luiz Melodia, 1974), gravada por Klébi no disco que levou seu nome em 1995, também ...

Duas ótimas faixas que ficaram de fora de 'Estratosférica' são postas à venda

Lançadas oficialmente hoje pela gravadora Sony Music, apenas no formato digital, na chamada edição “deluxe” de ‘ Estratosférica ’, ‘Vou buscar você pra mim’ (Guilherme Arantes) e ‘Átimo de som’ (Arnaldo Antunes/ José Miguel Wisnik), as duas inéditas que ficaram de fora do recente disco de Gal Costa, já rodam entre os fãs há dias. Primeira composição de Guilherme gravada por Gal, a bossa nova ‘Vou buscar você pra mim’ é, ao lado de ‘Quando você olha pra ela’, a mais palatável das faixas. O autor de ‘Coisas do Brasil’ ratifica sua via pop-mpbística na canção que renderia melhor com um arranjo mais clássico. Já a etérea e conceitual ‘Átimo de som’ se revela uma belíssima canção, ao falar do sentimento que o som pode causar, feita na medida para a voz de Gal e encerraria ‘Estratosférica’ com precisão. Depois de ouvi-las e aprecia-las, vem a inevitável pergunta: Por que as duas ficaram de fora se são melhores do que muitas faixas irregulares, que diluem a beleza de ‘Estratosférica’?

Música, música...

Os mais diferentes estilos da música popular brasileira conviveram intensamente em 2012. Se a televisão buscou a trilha musical popularesca para suas novelas e programas de auditório, o cinema deu ao público pelo menos uma joia: o belíssimo documentário ‘A música segundo Tom Jobim’ .  Chico Buarque e Gal Costa iniciaram as vitoriosas turnês de lançamento dos álbuns ‘Chico’ e ‘Recanto’ . Caetano Veloso continuou apontando “diversas harmonias possíveis sem juízo final” em ‘Abraçaço’ , e uma nova força baiana, Mariene de Castro, chegou ao Rio de Janeiro arrebatando o público em apresentações vulcânicas. O fim do CD, anunciado e garantido por muita gente, foi adiado mais uma vez. Graças aos quase 2 milhões de súditos de Roberto Carlos que, motivados pelo sucesso ‘Esse cara sou eu’, mostraram que o compact disc pode ter vida (mais) longa. A gravadora Joia Moderna pôs na praça novos trabalhos de Célia e Amelinha , além de um belo tributo à obra de Guilherme Arantes , entre outr...

Leila Pinheiro trilha caminho seguro no EP 'Por onde eu for'

‘Por onde eu for’ é o nome do EP digital lançado por Leila Pinheiro através de seu selo, Tacacá Music. As quatro faixas podem ser ouvidas no SoundCloud (clique aqui ). Dezessete anos após seu último disco realmente interessante, ‘Na ponta da língua’, no qual gravou nomes ligados ao pop nacional, como Frejat, Marina Lima e Adriana Calcanhotto – compositoras de duas faixas de ‘Por onde eu for’ –, Leila reaparece mantendo seu habitual padrão: o canto correto, sem arroubos interpretativos. Assinada por Calcanhotto, a música que intitula o EP e também o novo show da artista paraense é da safra de ‘O micróbio do samba’ (2011), álbum em que Adriana aventurou-se pelo (que ela chamou) de samba. Leila opta por uma interpretação mais sisuda, distante das finas ironias da colega gaúcha. Melhor momento de ‘Por onde eu for’, ‘Você em mim’ é a regravação da balada de Guilherme Arantes – parceiro de Nelson Motta em ‘Coisas do Brasil’, cuja regravação de Leila Pinheiro, em 1993, fez muito sucesso. ‘...

Em 'Redescobrir', Maria Rita se entrega à nostalgia de Elis Regina

Fenômeno que atinge diversas manifestações artísticas, o remake ou releitura contemporânea de obras (primas ou não) parece ter atingindo seu ápice. Vista como sintoma de uma hipotética crise criativa, ou causa e efeito da acomodação do público consumidor menos disposto a processar novidades, a releitura seduz igualmente artistas de diferentes gerações e a indústria cultural. O risco e a ruptura com o estabelecido foram banidos do conceito artístico recente em favor de uma aceitação mais abrangente, naturalmente visando ao lucro, ainda que tal atitude seja disfarçada quase sempre como “homenagem”. Recurso comumente empregado no cinema, principalmente nos estúdios de Hollywood, nos quais, além de recontar suas próprias histórias (‘A hora do espanto’ e ‘O vingador do futuro’, citando remakes recentes), são produzidas versões americanas de sucessos estrangeiros (‘O chamado’, ‘Água negra’), a releitura vem ganhando importância também na televisão brasileira. Entre equívocos (‘Gabrie...

'Coitdadinha bem feito' exalta a contemporaneidade da obra de Ro Ro

Movido pelo desejo de “montar um panorama de vozes masculinas dos mais variados estilos e escolas”, o jornalista Marcus Preto aceitou o convite do DJ Zé Pedro para ser o diretor artístico de um novo projeto da Joia Moderna. Depois de reunir cantoras de várias gerações nos tributos aos compositores Taiguara (1945 – 1996) e Guilherme Arantes, a gravadora pilotada pelo DJ lança ‘Coitadinha bem feito’, CD (disponível para download:  http://www.coitadinhabemfeito.com.br/home )  que traz dezessete cantores interpretando composições de Ângela Ro Ro, pinçadas de seus quatro primeiros discos, lançados a partir de 1979.  Longe da reverência submissa, comum em homenagens semelhantes, o resultado reflete a cena musical paulistana, berço da maioria dos intérpretes, com sua sonoridade retrô-futurista, que já influencia artistas de outras localidades. Sinceras, as interpretações (em sua maioria) delicadas suavizam a veemência dos versos da sagaz compositora carioca. No país das ...

De bem com a vida, Bethânia arrebata em 'Abraçar e agradecer'

Com a estreia da turnê ‘Abraçar e agradecer’ na noite de sábado, 10 de janeiro de 2015, no Vivo Rio, Maria Bethânia deu início aos festejos pelos seus 50 anos de carreira. Pisando nos astros distraída, graças à bela cenografia da diretora Bia Lessa, Bethânia parece também pairar sobre águas revoltas, verdes campos ou um mar de rosas vermelhas, que surgem no tablado high-tech onde são projetadas imagens de acordo com o roteiro musical – modernas telas de leds iluminam os quintais da baiana. Bia Lessa finalmente deixou de lado o balé de luzinhas que tão bem compuseram o cenário do antológico ‘Brasileirinho’ (2003), mas que vinha sendo repetido à exaustão. Em 'Abraçar e agradecer',  f eixes de luz se movimentam criando novos espaços na requintada cena iluminada por Binho Schaefer.  Contudo, a inventiva e bonita solução cênica só pode ser vista plenamente do segundo andar da casa de espetáculo do Aterro do Flamengo.  Dos dois figurinos assinados por Gilda Midani, se sobr...

Samba cheio de charme

'Madrugada', sétimo disco de Mart'nália, chega às lojas este mês com duas guinadas na vida da cantora: trará mais música negra americana mesclada ao samba e será lançado por uma gravadora maior, a Biscoito Fino. "Ficou grande demais para a Quitanda", explica Maria Bethânia, dona do selo e responsável pela chegada de Mart'nália ao sucesso ao produzir o elogiado 'Menino do Rio'. Assinado por Arthur Maia e Celso Fonseca (produtor de 'Pé do Meu Samba'), o novo disco traz a mistura de soul, samba e charme experimentada pela cantora nas apresentações do show 'Sambacharme' no começo do ano. "Eu pedi para participar, fizemos a pré-produção no meu estúdio", conta Maia que não teme as inevitáveis comparações com o disco anterior, do sucesso como 'Cabide'. "'Menino do Rio é maravilhoso, mas 'Madrugada' é diferente", afirma. Baixista de Gilberto Gil, ele se empolga ao falar da "parceira de décadas...